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26/08/2021
Luta pela meta de inflação ficou para 2022, dizem economistas

Impactada pelos avanços dos preços dos combustíveis e das contas de luz, a inflação descolou do teto da meta perseguida pelo governo nos últimos meses e o patamar não deve ser recuperado até o fim de 2021.

De acordo com economistas , as atuais movimentações do BC (Banco Central) para conter o avanço dos preços miram a meta de 3,5% firmada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para o ano que vem, com tolerância de 1,5 ponto.

Para este ano, o teto da meta de 5,25% foi furado pela primeira vez e março e nunca mais recuperado. Atualmente, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado para os últimos 12 meses figura em 8,99%.

"O compromisso inequívoco do Banco Central é com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante e os passos futuros da política monetária são livremente ajustados com esse objetivo", aponto a penúltima ata da autoridade monetária. A tentativa de conter o avanço dos preços já resultou em cinco altas consecutivas da taxa básica de juros da economia, a Selic.

 

Para André Braz, economista responsável pelos índices de preços do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), quando o BC (Banco Central) fala em cumprir a meta ao justificar as recentes altas da taxa básica de juros o foco é em conter os preços já em 2022. 

 

"Para o ano que vem, o BC tem que fazer o máximo possível para ancorar as expectativas, porque se perder a mão de novo alimenta uma inércia inflacionária, guiada pela expectativa de que a inflação está cada vez mais desafiadora", aponta Braz, que prevê o IPCA próximo de 8% ao final do ano, percentual duas vezes maior do que o centro meta, de 3,5%

O presidente do Cofecon (Conselho Federal de Economia), Antonio Corrêa de Lacerda, explica que a estratégia do BC busca "gerar confiança" para a formação de opiniões positivas do mercado financeiro. "Há um intervalo entre a decisão da política monetária e seu efeito. Portanto, as decisões tomadas agora deverão surtir efeito apenas em 2022. O preço de tudo isso será menor crescimento do PIB, portanto permanência do desemprego e da queda da renda", afirma ele.

As expectativas mais recentes do mercado financeiro apontam para uma alta de 7,11% no IPCA (Índica Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) neste ano. Se confirmado, o valor é 1,86% superior ao teto defendido pelo governo.

Na percepção de Lacerda, o Banco Central poderia adotar uma "visão mais pragmática" para inibir o avanço dos preços, sem se limitar apenas na alta dos juros. "Cercear a atuação de oligopólios na formação de preços, adotar estoques reguladores de cereais, por exemplo, são medidas factíveis, mas que não serão adotadas", aponta o presidente do Cofecon.

Créditos: Vanderléia/g1/aquarelafm

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