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13/07/2022
Cremerj suspende médico anestesista preso por estupro durante parto

O Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro) suspendeu o médico anestesista Giovanni Quintella, preso na noite do domingo (10) por estuprar uma paciente grávida dentro de um Hospital da Mulher, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

Com isso, ele fica impedido de exercer a medicina no estado do Rio de Janeiro. Segundo o conselho, a medida é um recurso para proteger a população e garantir a boa prática médica.

"Firmamos um compromisso com a sociedade de celeridade no que fosse possível e essa suspensão provisória é uma resposta. A situação é estarrecedora. Em mais de 40 anos de profissão, não vi nada parecido. E o nosso comprometimento não acaba aqui. Temos outras etapas pela frente e também vamos agir com a celeridade que o caso exige", afirma o presidente do Cremerj, Clovis Munhoz.

Em paralelo, o conselho instaurou um processo ético-profissional, que pode levar à cassação definitiva do registro.

 

Outras vítimas:


Pelo menos outras três mulheres que fizeram parto cesáreo com o anestesista Giovanni Quintella Bezerra estiveram na manhã da última terça-feira (12) na Deam (Delegacia de Atendimento às Mulheres) de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

As três mulheres estiveram na delegacia com bebês no colo. Uma delas, uma técnica de radiologia de 30 anos, contou que deu à luz no dia 5 de junho, no Hospital da Mãe, em Mesquita, na Baixada Fluminense, e que a cesárea foi assistida pelo anestesista.

“O que me chamou a atenção foi a anestesia geral”, contou ela. “Eu já tive outros dois filhos de cesárea e nunca havia tomado anestesia geral. Eu fiquei totalmente dopada. O Giovanni era o anestesista. Não sei se aconteceu alguma coisa comigo, eu estava sedada, mas quando eu vi as imagens dele, me desesperei. Quando começo a recordar, só lembro da voz dele, o tempo todo falando baixinho no meu ouvido.”

A mulher estava acompanhada pelo marido, que contou ter sido expulso da sala de parto por Giovanni, embora a presença de um acompanhante no parto seja prevista em lei desde 2005.

Créditos: Vanderléia/r7/aquarelafm

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