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29/08/2022
Grêmio vive "montanha-russa" após sequência de vitórias e euforia externa pelo acesso

Há quatro rodadas, o Grêmio vencia o Operário por 5 a 1 na Arena, na maior goleada da Série B. Na ocasião, o time chegava a 17 jogos sem derrota, era vice-líder e tinha diferença de 10 pontos em relação ao quinto colocado. Externamente, criou-se o clima de “tchau, Série B”. Agora, o Tricolor, ainda que mantido no G-4, parece viver um momento de baixa e falta de atenção.
Logo depois de sua maior vitória em margem de gols na competição, o Imortal não venceu mais. Foram duas derrotas para CRB e Ituano e um empate contra o Cruzeiro. Dos três confrontos, dois foram na Arena. Nesta sexta, voltou a perder como mandante após mais de quatro meses.

É fato que a distância para os concorrentes ainda é considerável. São seis pontos à frente do Londrina. Mas também é fato que a fase gremista já foi melhor e mais tranquila, especialmente no ambiente externo, visível ao público geral.

A derrota para o CRB, com um jogador a mais em dois terços da partida, com dois gols de pênalti do goleiro adversário, já não foi bem digerida pelo torcedor. O empate em casa diante do Cruzeiro, um dos gigantes da Série B e líder da competição, não é fora curva, mas a circunstância de levar um gol na reta final com falha da defesa não ajudou.

Por fim, mais recente, outro revés, em nova partida em casa, para o Ituano. Ainda que seja detentor da melhor campanha no segundo turno, o time do interior paulista vinha de desempenho modesto no certame nacional, em 10º lugar quando entrou em campo na Arena.

O clima animador de outrora, com a proximidade do acesso, passa a ser de incômodo. A prova disso foi a reação das arquibancadas na última sexta. Antes mesmo do gol de Lucas Dias, aos 41 da etapa final, que deu a vitória ao Ituano, os gremistas já protestavam contra o time.


Logo em seguida ao gol dos visitantes, o barulho das vaias aumentou para diferentes alvos, do time ao técnico Roger Machado, passando pelo presidente Romildo Bolzan. O nome de Renato Portaluppi foi entoado.


A impressão é de que o Grêmio relaxou em meio à sequência de 17 jogos invicto, que o colocou muito perto de voltar à elite do futebol brasileiro. A ideia é compartilhada pelo próprio treinador.
 
Depois do 17º jogo (de invencibilidade) que alcançamos 43 pontos e começaram a fazer a projeção do acesso, tentando planejar o próximo ano, que eu disse quer era prematuro, naturalmente os atletas visualizam a proximidade disso, em alguns momentos deixa de ter a atenção devida em todos os jogos. Esses jogos contra equipes que buscam a permanência na Série B são muito traiçoeiros, como foi hoje (sexta-feira)
— Roger Machado

O discurso do comandante gremista diz respeito à montagem do elenco feita em meio a um ambiente tenso, causado pelo rebaixamento em 2021. Ainda que muitos jogadores tenham saído e outros chegado, a "marca" da queda segue estampada no grupo. Na "montanha russa" emocional do Grêmio, é comum ver o time oscilar entre as alturas e a base.


— Prefiro sempre, pelo time forjado em cima da instabilidade, acreditar no acesso, mas sabendo da dificuldade. Quando permite que a possível facilidade possa nos dar tranquilidade, acontecem eventos como esse, o relaxamento dentro do jogo, que permite que o adversário ganhe confiança e a instabilidade emocional entre em campo e passamos a ter dificuldade contra adversários que jogando em casa deveria vencer — disse Roger.

Para que os percalços não sigam acontecendo na campanha rumo ao retorno à elite, o Grêmio tem a chance de voltar a vencer na próxima terça-feira. Contra o Criciúma, a equipe tem confronto válido pela 27ª rodada, às 21h30, no Estádio Heriberto Hülse.

 

Créditos: Vanderléia/ge/aquarelafm

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