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09/07/2021
Com aumento de eventos-teste, produtores sonham com a retomada pós-pandemia

O setor de eventos foi um dos mais prejudicados pela pandemia do coronavírus. Pudera: evitar a doença exige comportamento absolutamente contrário ao costumeiro de festas, shows e comemorações.

A Associação Brasileira dos Produtores de Eventos (Abrape) estima que 97% do setor foi paralisado, com 450 mil empregos perdidos entre diretos e indiretos. Pelas contas da entidade, as empresas deixaram de faturar R$ 90 bilhões em 2020.

O efeito previsto para 2021 não foi calculado, mas deve ser ainda maior já que houve atividade normal nos três primeiros meses do ano passado.
 
Outra associação de eventos, a Abrafesta, indica que 60% das empresas do setor pararam completamente e 32% mudaram o modelo do negócio. Mas, 16 meses adentro da pandemia, as entidades começam a planejar uma rota de saída.

 

 

O governo de São Paulo anunciou na quarta-feira (7) que vai ampliar de 10 para 30 o número de "eventos-teste" neste segundo semestre. Trata-se de uma demanda antiga das entidades do setor, pois ali são instaurados protocolos sanitários e monitoramento intenso dos frequentadores para entender se é possível (e como) realizar grandes eventos.

Há outros estados com testes programados, como Bahia, Minas Gerais e Santa Catarina.

Mas, na lista paulista, há gigantes como o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, a Campus Party, a CCXP e a Oktoberfest, além de quatro shows no Allianz Parque. Os laboratórios começarão em 17 de julho e seguirão até o final do ano.

"Vemos com bons olhos os eventos-testes. São essenciais para demonstrar segurança e reforçar a credibilidade junto à sociedade, ao setor público e aos consumidores", afirma Doreni Caramori Jr., presidente da Abrape.
 
Uma sondagem da Abrape em parceria com a Ambev monitora desde julho de 2020 a disposição do brasileiro em frequentar eventos. Apesar de 79% dizerem estar muito preocupados com a situação na última pesquisa, 8 a cada 10 entrevistados disse sentir muita falta de festas, shows e convenções.

Além do uso obrigatório de máscaras (54%), a vacinação é determinante para diminuir o desconforto de frequentá-los. Cerca de 37% disseram que ficariam mais confiantes se a entrada fosse permitida apenas para frequentadores vacinados ou testados.

 

Acontece que o Brasil ainda segue distante de um patamar confortável para a liberação de eventos sob a ótica dos especialistas em saúde.

 

 

Para o médico infectologista Renato Kfouri, o aspecto fundamental para uma flexibilização é que a circulação do vírus seja reduzida. Como eventos demandam tempo de organização, é importante criar protocolos para que, conforme as curvas epidemiológicas permitam, sejam aplicados corretamente.
 

"Tivemos surpresas com a pandemia, como uma segunda onda muito pior do que a primeira, então não há certeza que não teremos dias piores à frente. Precisamos, por exemplo, ficar atentos a variantes que evitem a imunidade das vacinas", diz Kfouri.
 
A principal preocupação, no momento, é a chegada da variante delta ao Brasil. Ela foi identificada pela primeira vez no país há cerca de um mês e provocou duas mortes. Nesta semana, ela foi encontrada em um paciente da cidade de São Paulo, que não viajou.

Mesmo em países com grau avançado de vacinação, a delta causou aumento considerável de casos. A única forma de conter seu espalhamento é restringindo circulação, o que preocupa agentes econômicos aqui e no exterior.
 

"Saber se teremos controle da pandemia daqui 6 meses ou 1 ano é um exercício de futurologia. Claro que depende, sim, do avanço das vacinas, mas não é o único fator", afirma o infectologista.
 
"Há o distanciamento, uso de máscaras, variante em circulação… É o controle da pandemia que determina o grau de flexibilização."

Créditos: Vanderléia/g1/aquarelafm

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