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16/07/2021
Reação na 2ª dose da AstraZeneca: entenda por que os riscos de febre ou dor são menores

Uma parcela das pessoas que tomaram a primeira dose da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 classificou as reações como desconfortáveis.

Febre, calafrios e dor no corpo e de cabeça foram alguns dos sintomas relatados.

A AstraZeneca tem um percentual maior de reações leves e moderadas na primeira dose e isso cai bastante na segunda.

Na primeira dose, as pessoas relatam dor no local e isso é comum, passa com 24h, 48h. E tem também quem não tem reação alguma.

Consideramos isso como efeitos adversos leves, sem muitas consequências. Apesar das reações, é importante tomar a vacina”, diz o presidente do comitê científico da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI), João Viola.

A bula da AstraZeneca também reforça que os efeitos colaterais são menores na segunda aplicação. O fabricante explica que "a vacina pode causar efeitos colaterais, apesar de nem todas as pessoas os apresentarem. Menos efeitos colaterais foram relatados após a segunda dose".

 "Os efeitos não são nada se comparados à doença", alerta Viola.

 

Mas por que as reações adversas são menores na 2ª dose?
 

Isso tem relação com a tecnologia da vacina da AstraZeneca: a de vetor viral.

A vacina é feita com o vírus ativo, mas ele não é capaz de causar a doença porque ele é modificado. Entretanto, por estar ativo, ele induz uma reação imunológica muito forte e parte dessa reação é a inflamação.

"A vacina induz no nosso organismo um treinamento muito específico e intenso. Da primeira vez que recebemos esse treinamento, é como se tivéssemos uma infecção, o nosso corpo pensa que está sendo infectado, mas não está. Nossa resposta para a infecção na primeira vez é muito intensa", explica o cientista Oscar Bruna-Romero, professor de doenças infecciosas e vacinas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
 

"Na segunda dose, o corpo já treinou o sistema imunológico para responder à ‘infecção’ de uma forma suficiente, não excessiva”, completa o cientista.
 
Ele reforça que, caso a pessoa sinta algum efeito adverso também na segunda dose, ela pode tomar um analgésico, assim como da primeira vez. "Esse efeito posso ser contornável com um paracetamol ou dipirona."

 

 

VACINAÇÃO É QUESTÃO DE CIDADANIA:
 
Muito além de uma imunização individual, a vacinação é um pacto coletivo. Ela é uma ferramenta importante para acabar com a pandemia. Os números no Brasil estão começando a mostrar a impacto da imunização em óbitos e casos graves.

"A queda ainda não é gigante, porque estamos com 40% da população vacinada com uma dose. Se olharmos pra duas doses, isso cai para 15%. Precisamos chegar a uma imunidade coletiva de pelo menos 70% da população com duas doses para ver a queda dramática no número de óbitos e uma volta à normalidade", alerta o presidente do comitê científico da SBI.
O mais importante, nesse momento da pandemia, é tomar a vacina, seja qual for, e completar o quadro vacinal.
 

 

"É uma questão de cidadania, de colocar o país de volta à vida normal. Se não fizermos isso, vamos retardar ainda mais a normalidade do país."

Bruna-Romero concorda: "é fundamental tomar a vacina não só do ponto de vista da saúde. Nós precisamos cuidar da saúde de todos em comunidade porque só assim o país vai para a frente. Já temos diversos estudos, com Covid e outras doenças infecciosas, de que a economia só vai para frente quando o cidadão tem boa saúde."

"Com a vacina o cidadão deixa de morrer, deixa de sofrer, deixa de passar mal, consegue trabalhar e a economia volta a um nível normal. Se você não quer pensar do ponto de vista da saúde dos vizinhos, dos colegas, pense do ponto de vista econômico. É fundamental, para que o país ande, deixar a pandemia para trás. E hoje, a única ferramenta que temos é a vacina", completa o cientista da UFSC.

 

Créditos: Vanderléia/g1/aquarelafm

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