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28/09/2021
Um em cada 2 brasileiros usa mais da metade da renda para as dívidas

A delicada situação econômica fez metade dos brasileiros comprometer mais de 50% de sua renda com o pagamento de dívidas ao longo do primeiro semestre deste ano, de acordo com dados da Boa Vista.

O número corresponde a um aumento de três pontos percentuais entre os consumidores com mais da metade da renda comprometida para a quitação de contas no segundo semestre de 2020.

 

De acordo com a Pesquisa Perfil do Consumidor, 33% dos consumidores afirmam ter desembolsado entre 25% e 50% da renda para pagar dívidas, enquanto os 17% restantes comprometeram até 25% daquilo que ganham.

O levantamento aponta ainda para a maior dificuldade dos brasileiros em manter as contas em dia. Entre janeiro e junho, 57% dos entrevistados alegaram que pagar as contas dentro do vencimento "estava difícil", contra 54% registrados na pesquisa anterior.

Para Flavio Calife, economista da Boa Vista, os reflexos da pandemia justificam a dificuldade de manter as contas em dia. “A volta das medidas de restrição contra a pandemia adotadas no primeiro semestre e a redução do auxílio emergencial são fatores que contribuíram para a dificuldade do consumidor em pagar as contas", avalia.

Mais da metade dos consumidores (52%) também disse que se optasse por um empréstimo para quitar uma dívida levaria em conta principalmente a taxa de juros. Outros 44% dariam mais peso ao valor das parcelas, enquanto 4% se preocupariam mais com o prazo de pagamento.

Questionados sobre que contas deixariam de pagar primeiro em caso de diminuição na renda, 56% dos consumidores citam que abandonariam os financiamentos assumidos por meio de carnês e boletos. Em seguida, aparecem o cartão de crédito (36%) e os empréstimos e dívidas de cheque especial (8%).

Apesar do maior comprometimento dos valores recebidos para quitar as dívidas, o nível de endividamento do consumidor se manteve em patamares semelhantes.

Segundo a pesquisa, mais de 8 em cada 10 (84%) brasileiros alegavam estar endividados no primeiro semestre de 2021, patamar apenas um ponto percentual superior aos 83% apurados entre julho e dezembro do ano passado.

“Esse dado mostra que o consumidor evitou se endividar mais no início de 2021, muito por conta dos fatores que dificultam a vida financeira das famílias”, afirma Calife, economista da Boa Vista.

Créditos: Vanderléia/g1/aquarelafm

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