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14/01/2022
Queiroga defende autoteste, mas diz que exame não será gratuito

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, voltou a defender a implementação da autotestagem no Brasil. Em conversa com jornalistas nesta sexta-feira (14), ele argumentou que a medida amplia a capacidade de diagnósticos e desafoga a pressão sobre as unidades de saúde, mas deixou claro que não há intenção de fornecer os autotestes de graça à população. 

"O Brasil é um país muito heterogêneo, de muitos contrastes. A locação desse recurso para aquisição de autotestes para distribuir à população em geral pode não ter o resultado da política pública que nós esperamos", afirmou o ministro, completando que a pasta já cumpre seu papel de disponibilizar testes nas unidades de saúde. "Nós passamos os testes para os estados e municípios, mas muitas vezes esses dados não são informados com a tempestividade devida", atribuiu.

De acordo com o ministro, mesmo com a autotestagem é necessário que o cidadão procure as autoridades sanitárias caso tenha o resultados positivo para a Covid-19. Isso porque a notificação da Covid-19 é compulsória e precisa constar nos dados do SUS (Sistema Único de Súde).

Segundo Queiroga, a inserção dos dados ainda é uma premissa, e a autotestagem vem no "sentido de ampliar o acesso ao diagnóstico". "Isso também, de certa maneira, diminui a pressão sobre as unidades de saúde, porque hoje muita gente procura a unidade e não está [com resultado] positivo [para a doença]."

O Ministério da Saúde já encaminhou nota técnica à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em que solicita aval para a liberação dos exames e aguarda a avaliação da reguladora. Na semana passada, a agência emitiu um comunicado com alerta ao governo federal sobre a necessidade de criar uma política pública de saúde a fim de orientar a população sobre como realizar a autotestagem e como proceder diante de um resultado positivo.

Para que a medida seja autorizada pela Anvisa e entre em vigor, cabe ao Ministério da Saúde garantir as informações e suporte à população.

Créditos: Vanderléia/g1/aquarelafm

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