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27/07/2022
Incêndios florestais na Europa acendem alerta para queimadas em São Paulo

As últimas semanas têm sido marcadas por enormes incêndios florestais na Europa. A região tem registrado altas temperaturas em diversos países, com o calor extremamente elevado. Segundo as autoridades locais, o fogo atingiu 13 mil hectares de reservas florestais somente na França.

A crise vivida lá desperta uma preocupação para queimadas, também no estado de São Paulo, principalmente porque agora é o período de estiagem, marcado pelo tempo seco e baixa umidade relativa do ar.

De acordo com a Defesa Civil, somente em 2021 as autoridades ligadas à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente registraram 5.025 focos de incêndio no estado. Para prevenir e combater as queimadas florestais é realizada anualmente a Operação Estiagem.

A edição deste ano começou no dia 1° de junho e vai até 30 de setembro, acompanhando a fase vermelha (mais crítica) da Operação Corta-Fogo.

Os incêndios florestais são considerados uma das maiores ameaças à biodiversidade e conservação ambiental, causam morte de animais silvestres, prejudicam a vegetação, aumentam a poluição do ar, diminuem a fertilidade do solo e podem fazer com que haja a interrupção do fornecimento de energia elétrica.

Estudos apontam que a maior parte dos incêndios florestais é decorrente de ação antrópica - causados pelo homem, de maneira acidental ou intencional -, entre elas, além das queimadas para fins agrícolas, queima de lixo, fogueiras, bitucas de cigarro e soltura de balões.

Além das operações que têm como objetivo prevenir esses focos de incêndio, a Defesa Civil também realiza as Oficinas Preparatórias, voltadas para o treinamento e capacitação dos agentes municipais. Neste ano, 1.500 agentes foram capacitados, em 333 cidades do estado.

 

Nova ferramenta de monitoramento para queimadas:

O órgão vem testando uma nova ferramenta de monitoramento, capaz de identificar, em tempo real, áreas de queimadas em todo o território do estado. Esta nova tecnologia também emite alertas com as áreas que possuam maior probabilidade às queimadas, classificando-as em alerta, alto ou baixo risco à queimada.

O sistema utiliza dados e imagens de quatro satélites diferentes, a inteligência artificial cruza os dados e exibe aos operadores do sistema os docos de incêndio captados pelos equipamentos.

Para mapear as áreas com maior risco a incêndios, o sistema utiliza diversas variáveis, como por exemplo: umidade do ar, temperatura, acumulado de chuvas e previsão para próximos dias, vento e radiação solar.

Com esse cálculo é possível estimar o risco dos próximos cincos dias, permitindo a adoção de medidas preventivas antecipadas para a prevenção às queimadas.

A tecnologia permitiu que o Corpo de Bombeiros agisse com efetividade no último dia 21, nas cidades de Campinas e Santa Bárbara d'Oeste. O primeiro foco atingiu uma área de plantação rural e o outro uma mata. Ambos foram combatidos e extintos logo no início.

 

 

Créditos: Vanderléia/r7/aquarelafm

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